terça-feira, 30 de agosto de 2016

#020 - Titãs - Acústico MTV



Sim, estou atrasado com as postagens, mas os dias estão muito corridos, e junto a isso tem o serviço de internet que funciona quando quer. Mas, estamos na luta. O dia hoje começou frio e cinza aqui no interior de São Paulo. O clima pedia um disco mais tranquilo, daqueles para ouvir debaixo de um edredom. Então, nada melhor do que um acústico da MTV.
O Titãs topou gravar esse acústico para a MTV em 1997. O lançamento do CD deu um novo gás para a carreira da banda, pois apresentou velhos clássicos para uma nova geração e com uma nova roupagem. O grupo não andava muito bem das pernas. Tinha apostado em um trabalho super pesado em Titanomaquia (1993) e, arrependido, jogou depois um trabalho muito pop nas lojas com Domingo (1995). Esse acústico foi um estouro e a banda fez vários shows nesse formato pelo Brasil e a bolachinha vendeu mais de 1 milhão e 700 mil cópias. Isso não é pouca coisa.
Esse é mais um disquinho que comprei no lançamento, provando que sou velho, e foi em uma época que estava abrindo a mente para outros sons e músicas fora do Heavy Metal. Muito bacana poder curtir esse som de boa qualidade aqui no conforto do lar.



domingo, 28 de agosto de 2016

#019 - Akashic - Timeless Realm



Estava passeando por canais do Youtube essa semana e me deparei com o canal do Marcos De Ros. Conhece? Não? Então deveria, O Marcos é um puta guitarrista do Rio Grande do Sul que lançou vários discos instrumentais e ministra workshops de guitarra por todo o Brasil.
Em 2000 ele formou a banda Akashic que lançou apenas dois discos. Esse Timeless Realm foi o primeiro disco da banda e o que possibilitou que o grupo fizesse uma longa turnê pela Europa. O que encontramos da bolachinha? Heavy Metal Melódico, com um pitada de Power Metal, da melhor qualidade. As músicas possuem uma sonoridade melódica, o vocal é um pouco mais rasgado do que o normal do estilo, e a guitarra tem muita presença nas composições. Infelizmente, a qualidade de gravação poderia ter sido um tiquinho melhor, Embora a banda tenha qualidade de sobra, infelizmente ela não conseguiu mais do que ficar conhecida como a banda do De Ros. Vale a pena procurar pelo disco (o De Ros já publicou o áudio completo do disco no seu canal) e ver o que o Metal Nacional é capaz de fazer.
Destaques ficam para For Freedom, Voices and Signs, Who Am I?, Dove e Gates of Firmament.


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

#018 - Patti Smith - Trampin



Sinceramente, não sou fã de Patti Smith. Na verdade, só descobri a sua existência em 2012 e justamente por conta deste CD. Estava em um encontro de audiófilos em Londrina-PR e uma das salas de audição possuía esse disco para teste nos aparelhos de som. Escolhi ele, ouvi e gostei. Passei muito tempo procurando pelo CD, mas não foi fácil. 
O ano de lançamento foi 2004 e teve uma versão nacional pela Sony. Vasculhei todas as lojas on-line e nada. Só achava a versão importada por um preço absurdo. Até que ano passado encontrei um no Mercado Livre (ótima opção para quem gosta de comprar CDs).
Embora a cantora tenha ficado famosa nas décadas de 70 e 80 por conta de seu rock rasgado, esse Trampin é bem tranquilo, com músicas lentas, melancólicas e algumas até depressivas. Acho que esse foi o motivo para gostar tanto do disco, além da ótima qualidade técnica da gravação.
Destaque para Mother RoseStride of the Mind (uma das mais pesadas do disco), Trespasses (melancólica), My Blakean Year, Peaceable KingdomTrampin. 


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

#017 - Metallica - Master of Puppets



Precisando de gás no meio da semana, então a resposta é colocar esse Metallica no aparelho de som. Master of Puppets é considerado por muitos, inclusive por mim, como o melhor disco do Metallica. A união perfeita entre agressividade e melodia. São 8 músicas (na época em que pouco era mais) que vão fazer o seu pescoço doer de tanto balançar a cabeça. 
O disco é de 1986, mas só tive o prazer de conhecer na década de 1990 (também não sou tão velho assim), em uma fita k7 de um amigo. A gravação estava horrível, abafada (deve ter sido gravada em um aparelho CCE), mas já era possível sentir todo o pode do disco. Tirei uma cópia da fita (que ficou pior ainda) e foi a minha referência de Metallica até poder comprar o disco. 
Aqui vocês vão encontrar pedradas como Battery, Master of Puppets, Disposable Heroes, Leper Messiah e Damage, Inc. Na verdade, diria que esse é um dos poucos discos de Heavy Metal quase perfeitos. 
Para ouvir com fúria. 


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

#016 - Bee Gees - One Night Only



Todo ser humano vivo na face da Terra já deve ter ouvido, pelo meno, uma música do Bee Gees. O grupo é um dos mais legais dentro da música Pop internacional e o grupo lançou o primeiro disco em 1965 e já lançou 27 discos, sendo que o último chegou as lojas em 2001. 
Esse One Night Only é um disco ao vivo e foi lançado originalmente em 1998. Contém 24 faixas que revisitam quase toda a carreira do grupo. Também existiu uma versão deste disco lançada em 1999 com um CD bônus contendo mais 6 faixas.O álbum vendeu 6 milhões de cópias ao redor do mundo e, estranhamente, o local em que fez mais sucesso, chegando ao primeiro lugar nas vendas, foi na Argentina. 
Bee Gess é o tipo de grupo que não se encaixa em meu gosto habitual, mas sem radicalismo ou pre-conceitos, estamos falando de música agradável, executada com capricho e com os ótimos vocais dos irmãos Gibb.
E como esse disco entrou em minha vida? Para falar a verdade, em 2000, eu comprei a versão dupla deste disco para dar de presente para minha mãe. Ouvindo o mesmo eu gostei muito e, um tempo depois, acabei comprando uma cópia para mim. Infelizmente não encontrei mais a versão dupla para comprar, e acabei ficando com uma simples mesmo. 
Destaques são inúmeros, mas gosto muito de Massachusetts, Words, Night Fever / More than a Woman, Immortality, I Started a Joke, Grease  e Stayin' Alive.


sábado, 20 de agosto de 2016

#015 - Bruce Dickinson - Tattooed Milionaire



E o dia começou animado por aqui, então nada melhor do que apostar no bom e velho rock and roll. Em 1990, antes de sair do Iron Maiden, Bruce Dickinson se aventurou na gravação de um disco solo. Esse Tattooed Milionaire pode parecer muito estranho para quem nunca tenha tido contato com ele. Não estamos falando de um disco de Heavy Metal, e sim com uma pegada mais Hard Rock. Aliás, se você faz parte de uma banda e quer lançar um disco solo, qual a vantagem de ser igual ao seu projeto principal? Nenhuma. 
Aqui Bruce contou com a participação do guitarrista Janick Gers, que logo depois entraria também para o Iron Maiden. E o que você pode esperar do disco? Simples, 10 faixas com batidas dançantes, cativantes, bem básicas e, por que não, até ingênuas. Algo para se divertir. Tudo o que um dia animado pede.
O disco me foi apresentado por um amigo enquanto ainda estava no 1º Colegial (Ensino Médio de hoje). O Iron Maiden estava correndo o mundo com a turnê do Fear of the Dark e o Brasil estava no roteiro. Acreditem, não era como agora que a banda vem duas vezes por ano ao Brasil. E eu estava muito puto por ainda não ter 16 anos para ir ao show. Demorou um pouco para adquirir esse CD por só encontrá-lo em versões importadas, mas já faz alguns anos que ele está em minha coleção. 
Destaques vão para Son of a GunTattooed MillionaireNo LiesBorn in '58. Vale a pena dar uma ouvida para você que é fã do Iron Maiden


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

#014 - Rage - Trapped!



O Rage é uma banda muito legal. Para variar, os caras são alemães e mandam muito bem em um Heavy Metal com pitadas de melodia, com influências de música clássica e muita velocidade. A banda já tem 31 anos de estrada e colocaram no mercado 22 discos. Isso não é pouca coisa. 
Esse Trapped! foi lançado em 1992 e foi o primeiro disco da banda que tive o prazer de ouvir. Na verdade, quando tive ele em mãos pela primeira vez só faziam 3 do seu lançamento.
E o que eu achei? Rapaz, minha cabeça explodiu. São 13 músicas com uma pegada matadora. O grande barato é que neste disco eram apenas 3 caras tocando e fazendo barulho por 10 pessoas. Outro ponto que contribui para a qualidade da banda é a voz rasgada de Peavy Wagner
Nesse momento da carreira da banda ainda não existiam as influências de música clássica, mas o disco é um grande exemplo de como fazer um Heavy Metal de raiz. 
Destaques vão para Enough Is EnoughQuestionsTake Me to the Water, Not ForeverBeyond the Wall of SleepDifference. Porém, a melhor música do disco é Baby, I'm Your Nightmare
Lembrando que a versão remasterizada do disco que saiu em 1992 (que é a que possuo) nos brinda com mais 5 faixas bônus.



Quer saber como essa brincadeira começou? Então é só clicar aqui.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

#013 - The keepers of Jericho - A Tribute to Helloween



Uma da especificidades deste projeto é que não existe uma norma para a escolha do disco do dia. Eu sento na frente da estante e escolho o disco que mais me atrair. A única norma é que não posso mais repetir ele. Para falar a verdade é o mesmo sentimento das lojas de discos de antigamente. A gente entrava sem ideia do que iria comprar e levava aquilo que mais nos agradava nas estantes.
Esse The Keepers of Jericho é um tributo ao Helloween, banda que simplesmente criou um novo estilo dentro do Heavy Metal e influenciou muita gente. Eu gosto de coletâneas. Elas eram muito comuns nos anos 80 e 90. Uma boa forma de conhecer muitas bandas em um único disco. Esse disco eu comprei na Mystery Rock Store de Presidente Prudente (que ainda se mantem firme até hoje no mercado). 
Grandes nomes do Metal Melódico e do Power Metal emprestaram seus serviços para esse disco. Temos aqui Rhapsody of Fire (com Guardians), Sonata Arctica (com I Want Out), Metalium (com Ride The Sky), Vision Divine (Eagle Fly Free), Labyrinth (Future World), Secret Sphere (How Many Tears), entre outros.
Um puta disco divertido com muita melodia, velocidade e todo o espírito que fizeram do Helloween uma das grandes bandas do planeta. Só para ter uma ideia, foi através desta coletânea que eu conheci o Sonata Arctica.



terça-feira, 16 de agosto de 2016

#012 - Nirvana - MTV Unplugged in New York


O dia começou frio e cinzento aqui em Presidente Venceslau. Nada melhor do que curtir um som mais tranquilo e intimista debaixo de um cobertor. A escolha foi esse acústico do Nirvana. Quando a banda estourou no mundo eu tinha meus 14 ou 15 anos. Todo mundo queria andar de camisa de flanela (dane-se o calor de 45ºC) e se dizer grunge. Outras bandas estavam correndo junto com eles nessa onda (L7, Red Hot Chili Peppers), mas foi essa galera que comandou a cena. Ainda me lembro do Hollywood Rock  em 1993 onde a banda era a atração principal e, simplesmente, passou vergonha por conta da incapacidade de Kurt Cobain em se apresentar por conta de drogas e alcool.
Para falar a verdade, eu gosto do lado platinado do Nirvana. Não sei nada da intimidade da banda, da história ou das tretas. Gosto apenas da música. Conheço os grandes sucessos e praticamente nada das composições mais obscuras. Para falar a verdade, eu considero esse Unplugged in New York o melhor disco deles. Complicado quando uma banda de rock tem seu melhor registro em uma apresentação acústica. 
O disco foi gravado como uma apresentação para a série Unplugged da MTV e, como forma de ir contra o que a MTV sempre pedia nessas apresentações, conta com músicas menos conhecidas e alguns covers. Fico imaginando o pessoal saindo da apresentação sem ter ouvido Smells Like Teen Spirit.
Destaques do disco são Come As You ArePollyAll ApologiesPennyroyal Tea e About a Girl



P.S. - é possível achar o vídeo completo da apresentação no Youtube. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

#011 - Zé Ramalho - 20 anos - Antologia Acústica



Nem só de rock e heavy metal viverá o homem. Uma das coisas legais de crescer e amadurecer é que o radicalismo fica para trás. Você descobre outras coisas, outros estilos e percebe que, independente do ritmo que está tocando, música boa sempre será música boa.
Esse disco do Zé Ramalho me foi apresentado por uma amiga durante a faculdade. Estava na casa dela em um sábado a tarde e esse disco estava rolando no aparelho de som. Achei muito legal e pedi emprestado. Ouvi muito, fiz uma cópia e, alguns anos depois, achei ele para comprar em um bancão das Lojas Americanas.
O nome já diz. É uma coletânea comemorando os 20 anos de carreira do cantor. Todas as músicas foram regravadas com arranjos acústicos. Além da poesia das músicas, a boa qualidade sonora da gravação foi um dos pontos que me chamou a atenção.
Temos 20 composições no CD com destaques para AvôhaiChão de GizEternas OndasTáxi LunarKryptoniaAdmirável Gado Novo. Musicalmente, prefiro muito mais o disco 01 da coletânea do que o segundo, mas ambos possuem ótimas composições. O disco vendeu 750 mil cópias desde o lançamento alcançando disco de platina triplo. Vale a pena dar uma olhadinha.


domingo, 14 de agosto de 2016

#010 - Dire Straits - Brothers in Arms



Hoje é dia dos pais e não poderia faltar uma lembrança por aqui. Existe apenas uma pequena quantidades de discos que tenho aqui em casa que meu pai suportava que eu ouvisse em altos volumes, e esse Brothers in Arms do Dire Straits é um deles.
A banda teve uma carreira meteórica e lançou apenas 6 discos antes de acabar. Esse foi o quinto disco, que chegou às lojas em 1985. Além de canções memoráveis, o disco também é um marco na indústria fonográfica. Foi a primeira produção que teve os processos de gravação, mixagem e masterização totalmente digitais. Além disso faz parte da lista de 200 melhores álbuns de rock  no Rock and Roll Hall of Fame. Não é pouca coisa.
Embora com poucos discos lançados no mercado, a banda conseguiu imortalizar algumas canções e 5 delas estão neste disco. Estou falando de So Far AwayMoney For Nothing (participação de Sting nos vocais), Walk Of LifeWhy WorryBrothers in Arms
Esse disco está comigo há muito tempo. Antes de comprar eu o tive em fita cassete. O Dire Straits entrou em minha vida na faculdade, em 1998, por influência de um amigo. Embora não goste de todas as músicas que eles criaram, esse disco é recomendado para todos os amantes da boa música em sua totalidade. Vamos lá curtir uma viagem.


sábado, 13 de agosto de 2016

#009 - Helloween - Keeper of the Seven Keys II



Hoje o dia foi cansativo. Várias sessões fotográficas no estúdio. O disco de hoje tem que ser capaz de levantar o meu ânimo. Então, nada melhor do que encarar o Keeper of the Seven Keys II, do Helloween.
Esse foi um disco que realmente mudou minha vida. Aos 15 anos estava muito acostumado a ouvir Sepultura, Megadeth, Iron Maiden, Black Sabbath, mas o metal melódico era um desconhecido. Não havia internet na época e descobrir novas bandas e novos estilos era uma coisa que demandava tempo e ter uma boa rede de amigos.
E foi isso que aconteceu. Em um belo dia um amigo me mostrou uma fita cassete com uma banda que ele considerava fenomenal. Era uma mistura entre músicas do Keeper of the Seven Keys parte I e parte II. Minha cabeça explodiu. Nunca tinha visto aquelas melodias, aqueles refrões grudentos e, acima de tudo, um sentimento de animação e diversão. Me tornei fã não apenas de uma banda, mas de todo um estilo.
Destaque para as mais que conhecidas Eagle Fly FreeRise and FallDr. Stein (minha preferida), We Got the RightMarch of Time e a fodástica I Want Out.


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

#008 - Metallica - Black Album



Hoje deu vontade de ouvir esse depois da notícia que o disco está comemorando 25 anos no dia de hoje. Todo mundo chama o disco de Black Album, mas na verdade ele é um disco sem nome. Apenas o nome da banda figurava na capa. 
O disco foi uma mudança absurda na carreira de uma das mais importantes bandas de Trash Metal da história. A sonoridade pendeu para um metal maia acessível e com algumas pitadas pop. Até hoje muita gente acusa a banda de traição ao movimento e outras babaquices parecidas, mas na verdade o que nos foi entregue foi um grande disco. 
O chamado Black Album vendeu como água, transformou o grupo em um dos mais conhecidos do planeta, rendeu 5 vídeo clipes bem legais e recebeu vários prêmios ao redor do mundo. Nada mal para uma banda acusada de ter abandonado suas raízes. Para mim esse disco foi o limite para com o Metallica. Não gostei de nada do que eles lançaram posteriormente, mas respeito o legado que a banda criou,
Destaques obrigatórios do disco são Enter Sandman, Sad But TrueThe UnforgivenWherever I May RoamNothing Else Matters (os 5 vídeo clipes), Holier Than ThouThe Struggle Within.
Para ouvir batendo cabeças. 


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Kiss Rock Vegas

Uma pequena pausa na programação do blog. Ontem tivemos aqui o Kiss Alive como disco do dia. Falei que o Kiss é uma banda divertida onde as apresentações ao vivo são fantásticas. Pois bem, está saindo no fim do mês o Kiss Rock Vegas. O show foi gravado em Las Vegas durante a turnê de comemoração dos 40 anos da banda. Vai ser lançado em CD, DVD e Blu Ray. Infelizmente não sei como vai ficar o lançamento no Brasil. Aqui vai uma pequena prévia do que nos espera :)


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

#007 - Kiss - Alive III



O dia hoje foi de lascar. Então nada melhor do que escolher um disco para animar o astral. Descobri semana passada, depois de escrever um texto para o Meiobit, que muita gente não gosta do Kiss. Infelizmente, crianças, música é um negócio e os membros da banda também precisam pagar as contas. Então não é errado pensar na grana.
Eu acho o Kiss uma banda divertida. Os caras estão na estrada a mais de 40 anos e fazendo o bom e velho rock and roll  que é planejado cuidadosamente para cativar nas apresentações ao vivo. E são nas apresentações que a banda realmente detona. O Alive III não é perfeito. Na realidade posso fazer muitas críticas a ele. O fato de não ter Love Gun é imperdoável.  Não começar o show com Detroit Rock City foi um erro, do mesmo jeito que não fechar a apresentação com Rock and Roll All Nite também foi. E também existe alguns probleminhas na mixagem, já que as músicas não estão no mesmo volume. 
Mas, você esquece tudo isso quando começa a rolar Heaven's on FireI Just WannaLick It UpI Love It LoudGod Gave Rock 'N' Roll to You II. Discasso para terminar bem um dia estressante. 


#006 - Therion - Secret of the Runes



Disco de terça-feria, já que não tive tempo de escrever ontem. O dia começou nublado, bem pesado, então nada melhor do que ouvir esse disco do Therion, que também acho bem pesado. o Therion é, basicamente, uma banda nórdica de metal sinfônico com corais medievais. Tudo bem que você pode dizer que isso existe às pencas, mas os caras levam isso ao extremo. Não é uma audição fácil para iniciantes. Esse Secret of the Runes é baseado na mitologia nórdica. 
Muita gente vai reconhecer os nomes das músicas por conta dos filmes do Poderoso Thor, mas tudo veio do folclore dos caras que apresenta uma riqueza extraordinária. O nome das músicas levam para a árvore Yggdrasil e os nove mundos que estão interligados por ela. Então temos as músicas MidgårdAsgårdJotunheim e assim por diante. 
O disco é muito bom. Todas as músicas estão no mesmo patamar e vão fazer você viajar por esse mundo mágico. Porém tenho que destacar as músicas AsgårdHelheim. A versão brasileira do disco veio com um bônus chamado Summernight City que é uma verdadeira pedrada de tão boa :)
Indicado para quem quer curtir um dia nublado e cinza.


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

#005 - Velvet Revolver - Contraband



Vamos começar a 2º feira com força? Nada melhor do que um disco de hard rock bem animado para a gente levantar da cama com disposição. O Velvet Revolver é uma banca curiosa. Ela começou apenas como um projeto de ex-membros do Guns 'n Roses (Slash, Duff, Matt e Izzy) para um show beneficente e acabou se transformando em uma banda oficial. Logo chamaram para o vocal Scott Weiland, ex-vocalista do Stone Temple Pilots (que passou desta para melhor em dezembro do ano passado).
Sinceramente, quando este disco foi lançado em 2004 eu nem fiquei sabendo. Já não tinha mais o hábito de ler as revistas de Heavy Metal e estava meio por fora das atualidades do mundo da música pesada. Ele me foi apresentado pelo vendedor da loja de CDs no dia que fui buscar um álbum do Blind Guardian que havia encomendado. Coloquei o CD no aparelho da loja para dar uma ouvida e só precisei conferir a primeira música, Sucker Train Blues, e já comprei o disco. 
O que encontramos no CD? Música de boa qualidade, animada, rápida e tocada com muita maestria. Resumindo, um bom disco de hard rock feito da maneira certa e que vai deixar qualquer fã de rock muito feliz. Recomendado para aqueles que precisam de energia no começo da semana.
Destaques para Do It for the KidsIllegal i SongFall to PiecesDirty Little Thing e Set Me Free. Discaço.


Você que chegou agora por aqui e não conhece o projeto, aqui vai um resumo. Eu tenho o costume de ouvir o mesmo disco por incontáveis vezes e até dias. Como minha esposa não curte muito essa minha mania, ela me desafiou a escolher um disco por dia para ouvir e sem repetir o disco por 365 dias. E aqui estamos. As duas normas do desafio é que não posso repetir o disco e ele deve fazer parte de minha coleção. Que tal me acompanhar por essa viagem musical?

domingo, 7 de agosto de 2016

#004 - Place Vendome - Place Vendome



Essa banda é bem bacana. Na verdade não é uma banda, mas sim um projeto paralelo dos integrantes do Pink Cream 69 com o Michael Kiske, mais conhecido por ter sido o vocalista mais icônico do Helloween. Quando o projeto foi anunciado todos esperavam algo mais Heavy Metal, mas na verdade o que temos no trabalho é um hard rock de ótima qualidade.
Esse disco, que foi o primeiro do projeto (outros dois foram lançados) chegou ao mercado em 2005 e serviu para matar a saudade do vocal daquele que já foi considerado o melhor dos vocalistas da música pesada. Kiske não é uma pessoa fácil de se lidar. Embora todos reconheçam seu gigantesco talento, ele não entra em projetos onde o retorno financeiro não esteja muito bem detalhado. Embora não tenha conseguido firmar uma banda duradoura depois de sua saída do Helloween e de ter lançado alguns discos solo que não fizeram muito sucesso, o vocalista se tornou especialista em fazer participações especiais em discos de outras bandas, projetos paralelos e Rock Operas (Aina, Avantasia, etc).
O primeiro disco do Place Vendome possui 10 faixas que transitam entre baladas e um rock and roll mais animado. Destaques ficam para a faixa título, Right Here, Too Late, The Setting Sun e Heavens Door. 
Esse disco eu comprei no mês do lançamento aqui em Prudente mesmo, em uma loja que já fechou há muito tempo. Mais de 10 anos já se foram. Um bom disco para ouvir no domingo.


Você que chegou agora por aqui e não conhece o projeto, aqui vai um resumo. Eu tenho o costume de ouvir o mesmo disco por incontáveis vezes e até dias. Como minha esposa não curte muito essa minha mania, ela me desafiou a escolher um disco por dia para ouvir e sem repetir o disco por 365 dias. E aqui estamos. As duas normas do desafio é que não posso repetir o disco e ele deve fazer parte de minha coleção. Que tal me acompanhar por essa viagem musical?

sábado, 6 de agosto de 2016

#003 - Within Temptation - Mother Earth



Sinceramente, não lembro onde comprei esse disco, mas sei que tenho ele há muito tempo. A escolha de hoje se deu por um sentimento um pouco mais melancólico em minha pessoa. Mother Earth mostra o Within Temptation pelo qual me apaixonei. Uma banda extremamente melódica, com toneladas de inserções sinfônicas e o vocal de veludo da vocalista Sharon den Adel. A banda veio dos Países Baixos e, como toda banda européia de metal sinfônico, o vocal é uma coisa quase etérea.
Destaques do disco são Mother Earth, Ice Queen, Our Farewell (belíssima), Deceiver of Fools e a quase ecológica In Perfect Harmony.
Esse foi o 2º álbum da banda e o disco responsável pela explosão do grupo nas paradas européias. 



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

#002 - Sepultura - Arise



Esse disco tem uma importância muito bacana para mim. Foi o primeiro disco de Heavy Metal que comprei em minha vida. Era o ano de 1991. O Sepultura seria uma das atrações do Rock in Rio e, como o disco ainda não estava completo, foi lançada uma versão prévia no mercado brasileiro. Eu tinha 14 anos na época e depois de economizar por algum tempo, comprei esse que foi meu primeiro disco de vinil. 
A capa era diferente e essa versão antecipada não possuía o cover de Orgasmatron (Motorhead) que apareceu na versão brasileira e europeia do disco. Mas, lembro bem da sensação de ouvir pela primeira vez em casa a batida violenta de Arise, Dead Embryonic Cells, Desperate Cry e Under Siege.
Admito que, embora seja um bom disco, não é o meu preferido do Sepultura, mas foi o mais marcante por ser o primeiro. 
Arise abriu as portas do mundo para a banda brasileira tornando-os o principal produto de exportação da música pesada nacional. O disco também foi responsável pelo lançamento de um vídeo clipe bem bacana da música título.


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

#001 - Roger Waters - Amused to Death

Nada melhor do que começar essa viagem musical com um dos discos mais icônicos da carreira solo de Roger Waters, baixista e vocalista original do Pink Floyd. Lançado em 1992, Amused to Death não teve uma recepção calorosa pelos críticos americanos, mas foi muito bem cotado entre os antigos fãs do Pink Floyd. Na realidade, o disco é denso e uma audição um pouco espinhosa para os não iniciados no estilo.
Eu conheci o disco em 2012 quando participei de um encontro de audiófilos em Londrina-PR. Ele estava disponível para audição em uma das salas. Foi amor a primeira vista, mesmo tendo ouvido apenas a segunda faixa "What God Wants, Part I". Outras faixas poderosas são The Bravery Of Being Out Of Range,Too Much Hope e Amused to death.
O disco conta com participações especiais de Jeff Beck e Don Henley do Eagles.

Apenas um disco por dia

Esse blog começou com uma crítica de minha esposa. Cansada de ouvir sempre os mesmos discos em casa ela me propôs um desafio: Se eu ouvisse cada dia apenas um disco de minha coleção, sem repetir nenhum, teria material para mais de 365 dias de audição.
Então resolvi aceitar o desafio. Todos os dias. durante 1 ano, vou escolher um disco diferente para ouvir. A norma é que ele tem que ser de minha coleção e que não poderei repetir nenhum. Uma boa oportunidade para rever alguns discos que não são executados há alguns anos e alguns que foram muito pouco ouvidos. Que tal me acompanhar nessa viagem?


#30 - Manowar - Louder Than Hell

O ano era 1996. A internet ainda estava engatinhando e sites de música pesada de qualidade eram muito raros. Nessa época o normal ainda...