O ano era 1996. A internet ainda estava engatinhando e sites de música pesada de qualidade eram muito raros. Nessa época o normal ainda era comprar revistas de Rock. A mais bacana era a Rock Brigade e, foi por suas páginas, que fiquei sabendo que os mestres do True Metal estavam lançando mais um disco. Juntei minhas economias e aguardei ansiosamente pelo CD chegar até a loja. Sim, ainda comprávamos música em lojas de CD.
Eu estava com receio, afinal de contas, os últimos lançamentos do Manowar não tinham sido exatamente contagiantes e, como sempre, eles estavam prometendo o melhor disco do mundo. Como colecionador eu sabia que esse disco estaria na minha estante, independente da qualidade. Mas, demos sorte. Ao pegar o disco já me animei com a capa. Um desenho com destaque para o preto e o vermelho vivo. O encarte se desdobra formando um poster. Muito bonito de ver, mas muito complicado de colocar de volta na capa do CD. Em 22 anos que tenho o CD só tirei o encarte duas vezes da capa.
Louder Than Hell é uma pedrada do início ao fim. é o 8º disco da banda e, em minha humilde opinião, o melhor disco da banda, o último grande lançamento desse grupo. Heavy Metal feito com qualidade e uma qualidade de gravação nunca visto antes com a banda. Sim, os álbuns do Manowar são bem legais, mas a qualidade de produção e gravação nunca foram um primor na banda. Aqui temos a guitarra afiada de Karl Logan, o baixo bem encaixado e onipresente de Joey DeMaio , a bateria econômica, porém eficiente, de Scott Columbus e o vocal esganiçado de Eric Adams. Música extremamente clichê, cheia de floreios, e amor incondicional ao Heavy Metal. Ou seja, tudo o que gostamos.
Destaque absoluto para as músicas Brothers of Metal (Pt. 1), The Gods Made Heavy Metal, Number 1, King e The Power.
Se você gosta de um bom Heavy Metal e se gosta do Manowar, então esse é o seu disco de cabeceira. Uma grande viagem nesse estilo musical.






